Substituto de Roberto Marinho, na cadeira 39, será eleito dia 18
τραγ ῳ δία
[14/12/2003]

Termina nesta quinta-feira a campanha de dois meses entre os candidatos a imortalidade. Dentre estes, os principais candidatos são o escritor mineiro Fernando Morais e o senador e ex-vice-presidente Marco Maciel. Embora Maciel tenha escrito quase 50 obras, é pouco lido; em contra partida, Morais é autor dos lidíssimos “A ilha”, “Chatô, o imperador do Brasil” , “Olga”, dentre outros. Rumores nos corredores e salões do Petit Trianon (sede da ABL), apontam para uma vitória do cacique do PFL já no primeiro escrutínio. Estes mesmos rumores elogiam a campanha limpa e sem erros feita por Morais, que já é tido como um futuro imortal, mas isso, em uma outra eleição.
Fernando não se dá por vencido, mas reconhece que a disputa é dura.

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Simpatia pode ser decisiva
Por tratar-se de um cargo vitalício, a simpatia pode vir a decidir uma eleição. Foi assim com Paulo Coelho em 2002, quando disputava com Hélio Jaguaribe a cadeira 21. Muitos faziam campanha contra a eleição do autor de livros como “Brida”, “Diário de um mago” e compositor de músicas dos anos 80. Mas como se tratava de uma pessoa simpática, e concorria com um dos mais mau-humorados cientistas político do Brasil, na hora de escolher com quem os membros gostariam de passar o resto de suas vidas, optaram pelo simpático “mago”.
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As vantagens da imortalidade
Ser membro da ABL, além de trazer um prazer pessoal de conviver pelo resto da vida com a elite intelectual brasileira, garante ao imortal: prestígio, um excelente plano de saúde, mausoléu, duas vagas de automóvel no centro do Rio, um jeton de R$. 400 por sessão e R$.
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Tô sem saco para comentar, mesmo, já que esses muleques não atualizam esta bosta...Esse mundo já tá dando no meu, justo no meu saco! E olhem que esta notícia tem quase cinco anos.
É meus caros carrapatos suguem logo meu sangue que estou com pressa.
Lucas @ 00:47 | comentários (1) | link
Não morro de amores pelos ingleses, mas ontem eu confesso que assisti, torci e sofri pelo futebol inglês.
Fui tomar a minha depois de uma manhã de unicampe e lá no Cadão encontro o Fábio Sampaio, maravilha... abro os trabalho, papo tava delicioso, o Fábio só na coca Silo que conheci lá tomando sussa.
Eles foram eu fiquei. Assumi meu lugar no balcão e o Cadão: -putz o jogo!
Foi lá e ligou a tv. Chelsea x Manchester United ou time do bairro versus Man Utd.
Só porque o jogo da final do campenato europeu foi em Moscou não é motivo pra torcer pros de vermelhinho...
Chelsea pra mim era um bar que tinha aqui em Campinas metido a pub. Muleque né, um dia tava querendo catar a filha de uns amigos do meus pais e levei a presa lá. Certa altura alcólica solto essa: Porra o bar até que é legalzinho, metidinho mas legal, só esse nome que Chelséa, ninguém sabe que porra é essa! E a garota responde. . .- é um bairro de Londres. Pergunta se eu comi?
Bom mas foi lá (no bar, não em Londres) também que eu comecei a bebericar e que nacseu a minha amizade por Bruno. Provavelmente era sexta –feira dia 11 de agosto de 1995 e saímos do cursinho Ademir, Bruno e eu, comemos uma tabua de frios e bebemos como mandava o figurino: principiantes. Rateamos a absurda conta e fomos embora. Hoje tenho tantas horas de vôo com Bruno que se a empresa aérea fosse séria já teria me aposentado compulsoriamente.
Por isso que torci sofredoramente para o time do bairro da capital. Agora vamos aos agravantes: Prefiro ser patrocinado pela Adidas e pela Sansung que pela maldita Nike e pela tal AIG que vende sei lá o quê...seguro de morte, plano de saúde e agiotas...
Segundo prefiro torcer pro franco-africano Makélélé, do que para Cristiano Ronaldo, Wayne Rooney ou até mesmo Tévez. Terceiro e mais grave: torço pra minha macaquinha Ponte Preta e como o próprio Bruno fala que temos a dimensão da tragédia no futebol (eu né, porque você torce pro Guarani) e o Chelsea é errado como nós, nunca foi campeão é um time que tem 1,6 milhão de torcedores já o Man U têm 150.000 associados, o Chelsea foi criado para um estádio, tenha um estádio agora precisamos de um time, é que nem piscina, sem a água ela não é nada... e o mais errado dos argumentos: ele não é realmente localizado no bairro de Chelsea , mas logo fora de seus limites, no bairro de Hammersmith e Fulham .
Como dizia Jota Toledo: Que maravilha!
E foi assim peguei duas latinhas e fui ver o jogo em casa, no começo da prorrogação voltei pro Cadão, todo mundo lá torcendo igual eu. Pênaltis. Cristiano Ronaldo erra mas o Chelsea erra mais dois e perde.
Cadão ainda comenta – Poxa todo time que eu torço vira vice!
Lucas @ 10:58 | comentários (2) | link
A equipe do Cumbuca esteve, de passagem, pela agradável Casa da Vó. O restaurante, que também funciona como bar, está localizado no shopping Tilli Center, em Barão Geraldo. Nós não somos muito adeptos da idéia de beber em shopping, mas neste caso a visita valeu a pena. Por dois motivos: o lugar não tem cara de shopping e a Casa da Vó serve um lanche digno de figurar no cardápio
dos melhores botequins. Vejam a foto:
O lanche, na verdade, é uma espécie de pizza, crocante por fora e macio por dentro. Um verdadeiro desacato! Ainda mais quando acompanhado de inúmeras garrafas de cerveja servida na temperatura certa: a estúpida. O responsável pela orgia gastronômica e etílica pela qual fomos submetidos atende pelo nome de Eduardo.
Fica a nossa sugestão, portanto. O Cumbuca recomenda ainda que o leitor prove uma das muitas pizzas do cardápio – de preferência comida do lado de dentro da casa – o lado mais aconchegante do
lugar, cheio de fotos antigas de família e mesas rústicas. Nós comemos na praça de alimentação, porque quando chegamos a Casa da Vó já estava encerrando suas atividades naquela noite. É o Cumbuca sempre dando trabalho...
Casa da Vó
Av. Albino J. B. de Oliveira, 1600, Barão Geraldo,
fone 3289-5352
Cumbuca @ 08:45 | comentários (0) | link
Eu estava teso e frio, eu era uma ponte deitado por cima de um abismo. No lado de cá estavam ficadas as pontas dos pés, do lado de lá, as mãos, cravei os dentes num barro que se esboroava. As abas do meu casaco esvoaçavam a meus lados. Lá no fundo esbravejava o gélido arroio das trutas. Turista algum iria perder-se naquela altura intransitável, a ponte ainda não fora marcada nos mapas. –Assim, fiquei deitado, esperando; tinha de esperar. Sem desabar, nenhuma ponte, uma vez erigida, pode deixar de ser ponte. Foi uma vez à tardinha – se foi a primeira, se foi a milésima, não sei – meus pensamentos andavam o tempo todo confusos, e sempre em círculo. À tardinha, no verão, o riacho rumorejava mais soturno, foi então que ouvi passos de um homem! Para cá, para cá. – Espicha-te ponte, coloca-te em posição, viga sem corrimões, segura aquele que te é confiado. Equilibra imperceptivelmente a insegurança de seus passos, se ele porém vacilar, então dá-te a conhecer e, como um deus das montanhas, lança-o à terra. Ele veio, tateou-me com a ponta de ferro de seu bastão, depois ergueu com ela asabas do meu casaco, ordenando-as em cima de mim. Enfiou a ponta em meus cabelos tufados e, provavelmente olhando desorientado em volta, deixou-a ficar ali por longo tempo. Depois, porém, - eu estava justamente a acompanhá-lo em meus sonhos por sobre montes e vales -, saltou com ambos os pés bem no meio de meu ventre. Estremeci, tomado de uma dor atroz, totalmente sem saber quem ele era. Uma criança? Um sonho? Um salteador? Um suicida? Um tentador? Um exterminador? E virei-me para olhá-lo. – Uma ponte que se vira! Eu ainda não tinha completado a volta, e já fui despencando, despenquei, e já fui dilacerado e espetado pelos seixos pontiagudos que sempre me haviam fitado tão pacificamente através das águas impetuosas.
Tradução: Betty M. Kunz
Lucas @ 13:16 | comentários (2) | link
O Cumbuca, aos poucos, vai retomando a velha forma e redesbravando os velhos botecos campineiros – seja lá o que signifique o termo redesbravar. O fato é que aceitamos o convite do Carlos Eduardo Moura, assessor do Ponto 1, para conferir o novo cardápio da casa. O bar, localizado em Barão Geraldo, não se parece em nada com os pé-sujo (assim mesmo, no singular) que estamos acostumados a freqüentar. Mas é bom demais – a julgar pela temperatura da cerveja e pela qualidade da comida. Por exemplo, esta é a meia porção de filé com gorgonzola:

Sim!!! Uma meia porção que deu para alimentar três bocas famintas. Não sei se os ébrios leitores conseguirão notar o detalhe do queijo derretido entre os pedacinhos de carne, mas ele faz toda a diferença. E como nós não conseguimos comer sem beber nada, fomos abastecidos incansavelmente por garrafas de Original – que tem sido a nossa cerveja preferida, embora a marca ainda não tenha resolvido patrocinar este pobre site.

Vejam, na foto acima, os são-paulinos Junior e Fred Jorge (sim, o DJ onipresente também estava por lá). Ambos aproveitaram o encontro casual para chorar as mágoas da derrota para o Palmeiras, na semifinal do Campeonato Paulista. Desce mais cerveja, garçom!

Depois do filé, cometemos ainda o desvario de pedir uma porção (meia também! Meia!) de bolinhos mexicanos. Apimentados na medida certa, mas um pouco pesados para acompanhar o líquido sagrado dos egípcios. De toda maneira, a receita está aprovadíssima pelo Cumbuca, que pretende voltar com menos sede e mais fome da próxima vez.

Antes de ir embora, a foto tradicional do prejuízo: Lucas, com a camisa da Ponte Preta, ignorou o protocolo e não vestiu o uniforme oficial do Cumbuca, como fizeram Bruno e Junior (observem a elegância dos dois nesta foto). Por conta disso, foi o escolhido para pagar a multa (leia-se a conta). Estaria lavando pratos até hoje, não fosse a cordialidade dos proprietários.
O Ponto 1 fica na rua Eduardo Modesto, 54, em Barão. O telefone é 3289-2378.
Bruno Ribeiro @ 10:03 | comentários (2) | link
por ROBERTO VIEIRA ... carta publicada esta semana nos jornais de Campinas 'Querem me dizer adeus. Vivem aos cochichos pelos cantos. Pelas salas. Pelas noites. Têm medo de me ver sofrer. Pois é triste dizer adeus a quem se ama. Mas, insisto: Querem me dizer adeus! Amanhã serei saudade, uma nota no rodapé dos livros. Uma citação. Estou velho. Sou de um tempo em que se construíam sonhos com as próprias mãos. Hoje chamam a Odebrecht. Será parente do Bertold? O Bertold sempre me dizia que não basta ter sido bom quando se deixa o mundo. É preciso ter deixado o mundo melhor. E eu, modéstia à parte, deixei. São quase sessenta anos de um casamento feliz. Outros possuem brincos de ouro. Eu possuo bodas de diamante. Mas, se o adeus for melhor para a Ponte Preta, fico feliz. Dever cumprido. Quando nasci, eu era o Majestoso. Maior que eu apenas o Januário e o Pacaembu. Eu vi a Ponte crescendo. Ganhando, perdendo, sonhando, sofrendo. Eu vi Dicá, vi Carlos, Polozzi, Oscar. E eu acompanhei na distância os três jogos das finais de 1977. Silencioso. Facundo. Vice. Não sabem se me vendem, ou se me entregam para ser vendido. Embora não goste de me sentir um objeto, um escravo, um bem material, de nada adiantariam meus protestos. Para muitos sou apenas cimento e tijolo. E business. Que me vendam! Mas todo mundo tem direito a um último desejo. E eu sou como todo mundo. Peço aos meninos da Ponte. Ponte a quem eu amo sobre todas as coisas desse mundo. Eu quero ser campeão paulista de 2008! Eu quero ser campeão pela primeira e última vez na minha história. Depois, podem ir de mala e cuia para o Jardim Eulina... M. Lucarelli
junior @ 20:11 | comentários (0) | link
Quando a equipe do Cumbuca soube que o Twin estava preparando sua portentosa dobradinha às terças-feiras, organizou uma força-tarefa para provar da iguaria. Quando chegamos no boteco nos deparamos com esta imagem:
Twin finalizava o monumental prato. Nós, com água na boca, fomos convidados a aguardar do lado de fora da cozinha para não descobrir o segredo da receita do Gordo. E dá-lhe cerveja gelada para acalmar as nossas úlceras, que nasciam – uma atrás da outra – de tanta ansiedade. Eis que, de repente, não mais que de repente (como dizia o poeta), surge em nossa mesa a dobradinha:
Veio acompanhada de pão, farinha e pimenta – a trilogia perfeita para uma noite idem. E com que satisfação mergulhamos na majestosa comida! Há tempos que a equipe do Cumbuca não era recebida com tamanha disposição. Num determinado momento, a realidade ganhou contornos de ficção: flagramos Twin comendo uma porção de dobradinha! Twin, que é gordo de maldade, já que nunca come nada quando está trabalhando, arcou com as conseqüências:
Dormiu no colo do cumbuqueiro Junior!
Já reestabelecido, pediu para ser fotografado com o restante da equipe. Não percebeu, porém, que cometia a segunda gafe da noite: apesar de abraçado ao Bruno, bugrino feito ele, deixou-se fotografar ao lado do pontepretano Lucas – que ainda tentou esconder o distintivo da jaqueta para não comprometer a biografia do Gordo. 
No final da noite, já sem controle da situação, Twin nada pôde fazer quando tomamos conta do balcão para tomar a saideira, apesar do aviso proibitivo logo ao lado. Fica a dica do Cumbuca: provem a dobradinha do boteco, a honestíssimos R$ 5,00. O Bar do Twin fica na Av. Francisco de Paula Oliveira Nazareth, 491, Parque Industrial - Tel. 3272-3187.
Bruno Ribeiro @ 17:30 | comentários (3) | link
Era o dia da mentira, mas o Cumbuca bebeu de verdade na inauguração do Bar do Italiano (Rua Conceição, 860, Cambuí, fone: 3294.4842). O convite partiu do Fred Jorge, sabedor que é de nossa disposição para encarar desafios como o que nos foi colocado: provar todos os chopes e as bebidas possíveis e imagináveis servidas pela casa. 
Notem a expressão de arrependimento do Fred Jorge e do Italiano nesta foto. Aqui eles percebem o tamanho do prejuízo que a equipe do Cumbuca poderia proporcionar.
Eu disse poderia, porque somos um time educado e tudo acabou bem. Opa, faltou a vírgula. Eu quis dizer: tudo acabou, bem. Tinhamos que terminar o barril de Eisenbahn, uma cerveja de Blumenau que foi a primeira marca brasileira avaliada e aprovada pelo revista Beers of the World, uma referência obrigatória para quem conhece o assunto. 
Aqui nesta foto vocês podem ver nossa cara de felicidade quando o Italiano disse que ainda havia outro barril. O cara é gente fina e montou o bar inspirado em algumas casas que conheceu na Europa. O clima europeu do lugar fica por conta da fachada original do casarão e pela variedade de cervejas belgas, alemãs (futuramente marcas italianas, espanholas, francesas e americanas farão parte do cardápio). Para quem gosta de variar, o espaço é uma ótima pedida.
Não deu tempo de comer nada ou ninguém. Era inauguração do bar e, sabe como é, o clima não é propício para os excessos da carne. Mas o Italiano disse que o cardápio da casa será inspirado na culinária - adivinhem - da Itália. Vamos torcer apenas para que ele não passe a cobrar em euros. 
Pra terminar a noite nos foram oferecidas duas bebidas campeãs: o licor de cerveja e a Lust, uma espécie de champanhe, também de cerveja (foto acima). Tudo muito bom e recomendável. São esses pequenos detalhes que fazem a diferença num ambiente. O Cumbuca gostou da primeira impressão.
O bar terá capacidade para 80 pessoas sentadas e funcionará de quarta a sexta das 18h às 2h. Aos sábados ficará aberto das 11h às 2h e aos domingos das 11h às 23h.
Bruno Ribeiro @ 14:22 | comentários (0) | link

É... se fosse fácil até você faria caro cumbuqueiro: o Zé Português dono do City Bar (lugar frequentado pela fina flor campineira) fez uma piada neste 1o de abril e não abriu o bar e ainda colocou uma faixa ' estamos trabalhando para melhor atende-lo vamos ser muito rápidos' . Que coisa não? A pergunta que fica é a seguinte: o que muda no atendimento trocando os azulejos?
Moreira, o Maguila @ 20:07 | comentários (1) | link
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