Em 1982, fiz uma greve de fome diante do supermercado Pão de Açúcar, pedindo a baixa do preço do arroze do feijão.

Em 1990, acorrentei-me ao portão de entrada do colégio Carlos Gomes, em homenagem à minha falecida mãezinha, que foi professora.

Em 1998, fui a pé de Campinas à Brasília, para solicitar ao então presidente Fernando Henrique Cardoso 300 toneladas de livros para as escolas públicas da nossa cidade.

Em 2001 candidatei-me a Deputado Federal, obtendo mais votos que o ex-prefeito Chico Amaral.

Em 2002, fui a pé de Campinas à Brasília para a posse do presidente Lula, sendo o primeiro brasileiro a chegar para o evento, como atestam os jornais de todo o Brasil.

"‘O Politizador' vai a Brasília a pé protestar contra eleição"
> leia aqui

"O Politizador na posse de Lula"
>leia aqui



 




Meu nome é Antônio Francisco dos Santos, mas podem me chamar de AFS – O Politizador. Nasci no Rio Grande do Norte, mas minha cidade adotiva é Campinas. Fiquei famoso vendendo rapadura no Centro da cidade, mas, devido às constantes perseguições da fiscalização e da vigilância sanitária, fui obrigado a parar de trabalhar.

foto: Todo Dia




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Isso foi há uns vinte e poucos anos. Talvez trinta. Não importa. O fato é que botei fogo no carrinho de rapadura e jurei, diante da Prefeitura e da imprensa local, que nunca mais trabalharia na vida.

Nunca mais vendi rapadura, mas “eles” ganharam uma pedra no sapato. Ao jurar que não mais insistiria naquela história de ser vendedor ambulante, jurei também que Campinas nunca mais iria ser a mesma. Eu dedicaria o resto dos meus dias a incomodar esta cidade.

Tive a idéia de arrumar um megafone para que mais pessoas pudessem ouvir meu protesto. Busquei as multidões, as aglomerações, as filas. Dei-me o nome de Politizador e, inspirado nos ideais de Abraham Lincoln, o 16º presidente dos Estados Unidos, comecei a deixar a minha marca nos muros, a minha bronca nas ruas. Há que se politizar este povo!

Por isto tornei-me o exército de um homem só e sou o arauto libertário desta província; acredito que, um dia, quem sabe, minha gente entenderá a importância da minha luta solitária e quixotesca. Nesse dia, porém, estaremos unidos em busca dos nossos direitos constitucionais!


Fale com o Politizador!

   
 

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