voltar 14.nov.2004

Produtores de cachaça buscam maior presença no exterior
da redação

A bebida mais tradicional do Brasil foi para Paris com o objetivo de se firmar no mercado externo. Tanto a cachaça de alambique, quanto à industrializada, participam do SIAL 2004 para abrir novas oportunidades de representações na Europa. No caso da cachaça de alambique, que segue o processo de fabricação tradicional sem aceleração da produção e mesmo com o envelhecimento da cachaça em no mínimo um ano e dois meses, o público mais interessado pelo produto no SIAL é o europeu e os brasileiros que moram no exterior. _A bebida é símbolo do Brasil no exterior. A qualidade do produto e o fato do Brasil estar em evidência, fazem com que o comprador se interessasse ainda mais pelo produto_, explica Patrícia Braga, diretora executiva da indústria Dom Braga, uma das 11 empresas membro da APRODECANA _ Associação dos Produtores de Cana de Açúcar e Derivados. A entidade busca posicionar a cachaça de alambique como uma bebida digestiva.Já para a ABRABE _ Associação Brasileira de Bebidas _ o SIAL é mais uma oportunidade de promover a Cachaça no exterior como um produto genuinamente brasileiro. Segundo Maria José Miranda, diretora da ABRABE, a cachaça representa a cultura e os costumes do Brasil. _A cachaça faz parte da história brasileira. A bebida foi produzida por acaso em 1536, quando os índios descobriram que se deixasse o suco da cana fermentar, ela se transformaria em bebida alcoólica_, explica. O setor visa conquistar os mercados do Leste europeu e Rússia.Atualmente, a produção da bebida chega a 1,3 bilhões de litros por ano e apenas 1% é destinado às exportações. _Esperamos aumentar este número para 10% nos próximos anos_, estima Maria José. A cachaça é a terceira bebida mais consumida no mundo, ficando atrás apenas da vodca e do soyo.SIAL _ Mais de 140 empresas representam o Brasil no SIAL 2004 (Salão Internacional de Alimentação). Em 30 anos ininterruptos de participação, completados neste ano, esta é a maior delegação brasileira na feira. A participação das empresas, promovida pela APEX-Brasil, conta com apoio do Banco do Brasil e com a organização da Bäumle Organização de Feiras. Em uma área total de 1.850m², as empresas nacionais estão divididas em seis pavilhões temáticos: bebidas (destaque para as cachaças artesanais e industrializadas), doces e groceries (entre outras, as empresas de café), carnes e aves. O SIAL reuniu em sua última edição mais de 5.240 expositores de 98 nacionalidades e 135 mil visitantes.



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