Estação Baronesa | Boteco do Mês

Queijo coalho à milanesa é o melhor petisco para abrir os trabalhos no Estação Baronesa
10 ago 2017

Estação Baronesa | Boteco do Mês

Definitivamente nosso trem, o que deveria passar por aqui todo mês, sempre chega com atraso. Não é para menos, são muitas estações para encostar os cotovelos, mas poucas as que valem a pena o voltar para um brinde. Há tempos, em mais um de nossos trajetos, chegamos ao Estação Baronesa por indicação certeira de novos amigos – Raquel (Quel), Luiz, Léo, Nagase, Giu e Thiago. E, só podia ser no Estação, o ponto de encontro e partida de uma nova etapa de jornadas pelos botecos pela cidade.

A dupla Klecius e Cotó que comandam o boteco com maestria | Estação Baronesa

A dupla Klecius e Cotó que comanda o boteco com maestria | Estação Baronesa

Para gente, boteco para ser ilustre é bom que fique em uma esquina e tenha os donos por perto atentos ao que freguês precisa. Sim, freguês mesmo, pois, diferente de cliente que só está de passagem, o freguês sempre volta. Boteco com todas as letras é aquele que você chega, o dono te cumprimenta e já sabe qual é a cerveja você vai tomar e o copo que prefere. No cardápio, tem que ter moela, língua, dobradinha, torresmo, caldinho, pastel e lanches na chapa cortados à boca de anjo. Uma verdadeira lista de clássicos! Mas para embarcar mesmo no boteco, também é preciso que ele tenha sua própria marca, com petiscos que façam você viajar de uma ponta a outra da cidade para saciar o desejo que só terá fim naquele balcão. Pois é, o Estação Baronesa tem tudo isso e muito mais.

Rubacão: feijão-de-corda, arroz com nata, queijo coalho e carne de charque | Estação Baronesa

Rubacão: feijão-de-corda, arroz com nata, queijo coalho e carne de charque | Estação Baronesa

Cotó e Klecius conduzem o estabelecimento com maestria. A origem nordestina, o primeiro baiano e o outro paraibano, dá o sotaque ao cardápio do Estação Baronesa que obrigatoriamente começa na formidável porção de queijo coalho à milanesa, passa pela carne de sol servida com mandioca cozida na manteiga de garrafa, e termina no Rubacão: feijão-de-corda, arroz com nata, queijo coalho e carne de charque – que é para comer de joelhos e depois mandar o sujeito descansar em casa. E como bons fregueses que somos, depois da primeira, foram várias paradas no Estação. Confessamos que tudo que experimentamos por lá é muito bem feito, tudo na medida e a preços honestissimos. A cerveja está sempre no ponto independente do rótulo, que vai do mais barato até algumas opções artesanais. A escolha depende da distância do dia do pagamento. Na parte de dentro do boteco fica um pequeno e disputado balcão, duas mesas de bilhar e algumas mesas. Do lado de fora, carretéis fazem a vez das mesas e, como esquina digna de boteco, cabe muita gente por ali. Grande parte da freguesia é de moradores das cercanias. Muitos se conhecem e quando percebemos, já tínhamos embarcado em uma boa conversa. Não é raro fazer amizades por ali. E esses são os melhores bilhetes que você pode ganhar para visitar as próximas paradas. Afinal, bons amigos, de perto ou de longe, são o que alimentam o espírito dos botecos.

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ESTAÇÃO BARONESA

Rua Registro, 247, Jardim Baronesa, Campinas – SP
Tel. 3254-0828

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Data
Bar / Boteco
Estação Baronesa
Avaliação
51star1star1star1star1star

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