parte IV

Meu recado é: não percam seu tempo lendo este site todo.

Lucas – Maguila, por quê você aceitou escrever para o Cumbuca?
Maguila – Não foi por amizade, até porque eu não vou com a cara de vocês. Eu estava precisando voltar a botar meu bloco na rua, xará. Em breve vou lançar um livro, preciso cooptar leitores, entendeu? Além disso, o cachê não é nada mal...

Bruno – Você pode revelar aos leitores qual o tamanho do teu salário ou tem medo de seqüestro?
Maguila – Eu não tenho medo de nada, mas não sou macaco de sair por aí dizendo que é o dono da cocada preta. Eu não sou mercenário como o King Kong, que só trabalhava montado em muitas notas de dólar. A grana pesou na minha decisão, não vou dizer que não. Mas o mais importante é poder ter a liberdade de meter o pau nos outros. No sentido figurado, é claro.

Lucas – Diz pra gente se você já meteu a mão em cumbuca.
Maguila– Isso nunca. E olha que nem me considero velho.

Bruno – Onde você está morando atualmente?
Maguila– Não posso dizer. Passo por Campinas duas vezes por ano, para rever amigos. Mas aprendi com Safira Mind a arte da reclusão e da discrição. Um certo mistério ajuda a compor o mito.

Bruno – Você se acha foda, não é mesmo?
Maguila– Não tanto quanto vocês, mas me acho sim. Eu poderia estar trabalhando em circo. Sou um escritor.

Junior – O que você acha do governo Lula?
Maguila– Sério mesmo? Eu preferia o Macaco Tião.

Lucas – Um filme inesquecível?
Maguila – Apesar do ego do ator principal, King Kong. Sem dúvida é um clássico. Ele encarna o sonho de todo macaco: subir ao topo, em Nova Iorque...

Bruno – Bin Laden já fez melhor...
Maguila – A realidade superou a ficção. Por isso não quero mais saber de onda. Tinha feito planos de me isolar no Sri Lanka. Ainda bem que me demovi da idéia.

Lucas – Mudando da água para o vinho: você ainda é dependente do álcool ou só bebe para escrever?
Maguila – Eu bebo para escrever e para dar entrevistas escrotas como esta.

Junior – E drogas? Você é a favor da legalização da maconha?
Maguila – Só depois que legalizarem o arroz e o feijão. Porque larica não é brincadeira, meu irmão.

Bruno – Para finalizar: deixe um recado para os leitores que tiveram saco de ler esta entrevista até o final.
Maguila – Meu recado é: não percam seu tempo lendo este site todo. Leiam somente a minha coluna, que é a única coisa que presta. E apaguem a luz ao sair da página.



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