parte III
Vou contar uma coisa: meu negócio sempre foi mulher. Mas como o destino me jogou em Campinas... Lucas – Ney Matogrosso...
Maguila – Esse. Vou contar uma coisa: meu negócio sempre foi mulher. Mas como o destino me jogou em Campinas, tive de entender o recado e ganhar um troco em cima da demanda, né?
Lucas – O que você ta querendo dizer com isso? Que Campinas é uma cidade, digamos, afetada?
Maguila – É isso mesmo. Mas não é nada pessoal. Não levem pelo outro lado.
Bruno – Você ficou quase rico, mas bebeu todo o dinheiro. Como se virou nesse período?
Maguila – Eu trabalhei como repórter de campo. Cobri o time da Ponte Preta durante uns dois ou três anos. Não ganhava muito, mas me divertia à beça com a Conceição.
Junior – Você comeu a Conceição?
Maguila – Sai fora. Isto sim seria programa de índio. Com todo respeito à torcida do Guarani, claro.
Bruno – Você torce para que time, afinal? Guarani ou Ponte Preta?
Maguila – Nenhum dos dois. Eu torço para o Pátria Futebol Clube, do meu amigo Romualdo Lagoa. Hoje o time deve estar na quinta divisão do futebol de várzea. Mas a esperança é a única que morre, nesse caso.
Bruno – Você chegou a trabalhar na imprensa escrita?
Maguila – Sim, fui repórter do Correio Popular e do Diário do Povo, na época em que eram concorrentes. Conheci os dois lados da moeda. Fiz a página policial e a página de política. Eu era uma mistura de Gil Gomes com Edmilson Siqueira, só que eu não era fascista.
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