
No Brasil, existe uma árvore chamada sapucaia que dá um fruto em forma de cumbuca. Quando amadurece, a cumbuca desprende pequenas castanhas – pelas quais os filhotes de macacos são fascinados. Porém, quando os macaquinhos metem a mão dentro da fruta, ficam presos, já que a castanha não passa pelo buraco. Eles só conseguem tirar a mão quando abandonam o fruto. Alguns, egoístas e teimosos, não largam a castanha e passam dias sem poder descascar a banana – porque estão com a mão ocupada, presa na cumbuca. O macaco velho, experiente, sabe onde põe a mão porque já provou da armadilha. Vem daí o ditado que diz que “macaco velho não mete a mão em cumbuca”.
Para nós, o butequeiro profissional é um macaco velho – porque não há melhor escola de vida e humanidade que o botequim. Se os cafés são franceses, as cantinas italianas e os pubs ingleses, o botequim é a instituição brasileira por excelência.
Você quer conhecer e sentir o Brasil? Apóie seus cotovelos num balcão de mármore, sente-se numa mesinha de alumínio e beba em companhia de um desconhecido.
Segundo o bom e velho Aurélio, cumbuca é uma vasilha feita de cabaça ou barro, geralmente funda. Mas, para nós, a partir de hoje, passa a ter um segundo significado.
 
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Torcedor do glorioso São Cristóvão Futebol Clube, não deu certo como ponta-esquerda, não deu certo como poeta maldito, não deu certo como compositor de samba. Foi ser jornalista e escrever sobre os bares de Campinas. Segue o lema de Maiakóvsky: também acha preferível morrer de vodca a morrer de tédio.
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Começou cedo sua vida nos botecos acompanhando seu avô Rosino. Ficava ouvindo as conversas de balcão tomando sodinha 'vanucci' e comendo pipoca 'vovozinha', vício que nunca mais largou.
Pulou pelos galhos do curso de publicidade e foi parar no canudo em antropologia.
Quando não está trabalhando nesse boteco faz um bico de publicitário e designer na Communitas e quebra uns galhos na SocialCom.
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Nascido em Mendoza no dia 19 de dezembro de 75 em plena ditadura ("quando eu nasci veio um anjo torto desses que vivem nas sombras e disse vai Carlos vai ser gouche na vida") na Argentina (lugar de vinho)... Veio para o Brasil aos onze meses de idade e logo se formou em sociologia, trabalha com cinema, vídeo e televisão.
O resto não interessa.
Livro de cabeceira: “A função social do criado mudo”
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É da safra de 1971. É ilustrador, não de Campinas, onde reside. Autônomo de estilos inumeráveis, nenhum permanente como o atual, parece até um cara normal, este nosso criador de macacos que desenhava num jornal.
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