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Falando assim parece tudo a mesma coisa, certo?
Mas, a nossa especializada equipe de reportagem encontrou uma definição afetiva para cada uma das modalidades aqui representadas. Saber diferenciá-las é a melhor maneira de aproveitar mais a sagrada aventura etílica. Respeitar as características de cada lugar é importante para que se possa extrair a sua poesia escondida. |
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É o início de tudo; é quando os portugueses abrem no Brasil seus armazéns de secos e molhados, que logo se transformam em ponto de encontro de pessoas interessadas em boas bebidas e boas conversas.
O botequim de hoje é aquele que ainda preserva alguma característica de mercearia e/ou vende bons vinhos e bons acepipes - sobretudo frios e peixes. Quanto mais lusitano for o dono, mais botequim é o estabelecimento. |
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| É um meio-termo entre bar e botequim. A própria palavra boteco evoca um carinho e uma intimidade que, geralmente, não existem no bar. Boteco é o sujinho da esquina da nossa casa, aquele onde só existe um tipo de salgado para comer - isso quando tem. É aquele que mantém as portas abertas graças a fidelidade dos bêbados do bairro, que não saem de lá por nada. O boteco permite a presença de mesa de sinuca torta, um tipo folclórico como freguês e palavrões cabeludos na porta do banheiro. Não são, necessariamente, sujos. Mas, também, não são exatamente assépticos. E aí está o pitoresco da coisa. |
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| É um termo amplo demais. Ele pode ser usado até para definir o boteco e o botequim, já que bar é todo lugar onde se pode beber cerveja gelada, beliscar um tira-gosto e jogar papo fora. Até um balcão de padaria pode ser um bar, se a gente assim quiser. Porém, o bar em questão é aquele onde as pessoas vão, geralmente em grupos, para se divertir ou paquerar. O bar tem garçom alinhado, cardápio, banheiro para homem e para mulher e, às vezes, fila de espera e música ao vivo com couvert - coisas impensáveis num autêntico boteco. |
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