Bar do Turco
Rua César Bierrembach, 65
Centro
Tel (19) 3231-3416



abrideira 18h40
saideira 23h48

 



 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

A fama do turco é ser mão de vaca,
carregar escorpião no bolso etc.
Não foi bem isso o que a intrépida
equipe do Cumbuca constatou na
primeira visita etílica do ano.
Logo na nossa chegada, o Kalil nos
recepcionou com o magnífico
kibe cru da casa e as
batidinhas de vodka que
ficam o dia inteiro no balcão,
semi-prontas, esperando
que o primeiro corajoso
chegue junto. Isso sem
falar nos baldes de cerveja
que entornamos sem o menor pudor.
Bem que tentamos pagar, mas,
coagidos e sob graves ameaças de morte, resolvemos aceitar a gentileza.
Um dos mais velhos sujinhos do Centro, o Bar do Turco é pequeno, abafado, quem bebe no balcão fica com a bunda de fora, o banheiro é um cubículo escuro e a escada é do tipo derruba-bêbado. Mas mesmo assim tem gente que insiste em freqüentar o local. Nós jogamos nesse time e para mostrar que nem só de barzinho putz-putz vive o campineiro, fomos encher a caveira no mais que sincero butiquim. O mesmo fica localizado na esquina de uma encruzilhada, sendo, portanto, propício para atrair todo o tipo de exu. Feito curva de rio, o bar do Turco vai retendo tudo o que passa por ali. O Zé Reinaldo Pontes, por exemplo: conceituado editor e livreiro de Campinas, reconhecido de Itatiba ao Afeganistão, costuma jogar uminha com limão pra dentro quando sai da livraria. Ali mesmo, no balcão, perto do espetinho de gato que fica na chapa a noite inteira, defumando o quarteirão. Antes, bem antes, quem dava as cartas por ali era o Ney, que ficou conhecido como o Rei da Batida, e que, de certa forma, ajudou o Turco a optar pela manutenção da batidinha como carro-chefe da casa. Ao entrar, o freguês deve, necessariamente, escolher uma opção: limão, abacaxi, maracujá, uva, morango, caju ou kiwi. Não importa que a fruta já esteja dentro do copo, amassada desde as duas da tarde. Afinal, você quer se aventurar pelo maravilhoso mundo do buteco pé-sujo ou vai continuar levando uma vidinha chata, sem riscos? Aconteça o que acontecer, a visita valerá a pena de qualquer forma: meia-hora de bate-papo com o Turco é capaz de botar pra cima qualquer poeta romântico com tendências suicidas. Uma visitinha que se propunha ser rápida, acabou virando a noite. Maior do que uma segunda-feira, como definiu o Kalil. Sendo assim, fica a nossa recomendação para este mês. Antes a batida do Turco do que uma batida policial. Mas isso já é outra história...



Kibe cru. Receita de família do figura.



 

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