Mal acabamos de entrar no bar e o Giulio foi logo trazendo três tulipas de “leitinho”, a famosa abrideira do lugar. Pra começo de conversa é indispensável sorver primeiro só o creme do chope. Já virou uma espécie de ritual. Todo bar que se preza tem um ritual. O Bar do Cação é um desses lugares onde a gente se sente em casa logo de cara. Não é qualquer bodega que recebe a nossa equipe com uma cachaça de 50 anos. Quando aquele néctar começou a ser envelhecido em tonel, nosso presidente era o JK, a bossa nova ainda estava engatinhando, a Seleção Brasileira não tinha conquistado nenhuma Copa do Mundo e nenhum de nós ainda havia nascido. Inclusive o dono do boteco.

Escondidinho, carro-chefe da casa
confira a receita
Apesar do nome do bar sugerir um cardápio aquático, não existe cação ensopado por ali. Na verdade, Cassão – assim mesmo, com “ss” – é o sobrenome do fundador Edson, pai do Giulio, que acabou herdando o comando do bote. Passamos a tarde inteira mergulhados em infinitas cumbucas de escondidinho, o carro-chefe da casa. O prato, que leva purê de batatas, carne seca e queijo, foi eleito, recentemente, a melhor iguaria da cidade. Com justiça.

E, por falar em justiça, o destino fez com que o Giulio, depois de formar-se advogado, optasse pela carreira de dono de bar. Uma escolha acertada, em nossa opinião. (saiba mais sobre o dono do bar)

Giulio, escolha do destino
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