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Bebendo na Finlândia - Parte 2 0

jul1

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Como vocês sabem - contei na semana passada - ganhei uma viagem para a Finlândia, depois de participar, bêbado, de um concurso de frases, e passei uma semana neste bonito e gelado país nórdico. Mesmo no verão as temperaturas são muito baixas para quem, como nós, está acostumados à temperaturas agradáveis. Logo, a maior diversão de quem vai para a Finlândia é se enfurnar num pub ou restaurante para comer e beber. O churrasco finlandês é muito apreciado e é composto, como vocês podem ver na foto acima, de salsichas (de porco, ave e rena) com batatas. Não muito diferente da culinária alemã. A cerveja mais barata que encontrei por lá - a única que meus pobres recursos financeiros puderam pagar - é a Karhu. Traduzindo: cerveja do urso. É boa, nada além disso.

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Uma das tradições mais fortes da Finlândia é a sauna. Pode parecer estranho, mas os finlandeses frequentam saunas como nós, brasileiros, frequentamos butecos. Para vocês terem uma ideia, o país tem pouco mais de 5 milhões de habitantes e cerca de 2,5 milhões de saunas espalhadas por todo o território. Tem sauna em tudo quanto é canto: nos hotéis, nas fábricas, nas universidades, nos clubes e até saunas públicas, onde você paga uma merréca para suar, peladão, no meio de desconhecidos. O finlandês não tem nenhum pudor em ficar pelado na frente de estranhos, pois é acostumado a frequentar saunas desde pequeno. Eu cheguei a entrar numa sauna em Helsinki. De sunga, naturalmente, pois ainda não cheguei neste estágio de desprendimento do povo nórdico. Acontece que achei o programa um tanto quanto sem graça. Aguentei ficar apenas cinco minutos naquele cubículo abafado e claustrofóbico. Saí às pressas, tomei uma chuveirada rápida e fui esperar o resto da turma ao lado da lareira. Em toda sauna há lareiras quentinhas como esta.

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Do lado de fora da sauna era frio e mais frio. Vocês não fazem ideia de como estava frio quando fiz esta foto acima. Era praticamente impossível caminhar contra o vento. Caía uma chuva fina e gelada, que vinha do mar e quando as gotas batiam no rosto pareciam agulhas finas penetrando a pele. E isso, macacada, em pleno verão. No inverno, me disseram, é a mesma coisa, só que com neve.

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Aproveitei um dos raros dias de sol para fazer o melhor programa turístico do país: pegar uma barca no cais do porto e ir até a Suomenlinna, uma das maiores fortalezas marítimas do mundo. A fortaleza foi construída no século 18, quando a Finlândia ainda fazia parte do Reino da Suécia. Fica numa ilha belíssima, que foi palco de sangrentos combates contra os russos. A viagem pelo mar é rápida - dura uns 15 minutos - e custa 6,50 euros, ou algo em torno de 20 reais.

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Esta é uma das paisagens exuberantes que se pode encontrar na ilha. Em toda a sua extensão há inúmeros canhões abandonados, apontados para o mar, e o submarino que afundou o maior navio russo, durante a guerra. Dá uma sensação estranha visitar as prisões onde ficaram presos os comunistas. O silêncio chega a ser torturante e a atmosfera do lugar é meio mórbida.

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Em Suomenlinna está o museu militar. A visita é bem interessante, pois estão expostos tanques de guerra, armas, uniformes e objetos usados na Segunda Guerra. Nas paredes, há informações sobre as batalhas. Para quem gosta da história das guerras mundiais, o passeio é imperdível. Dentro do museu, aliás, se deu uma incrível coincidência. Eu falava em português com meu irmão, quando um rapaz se aproximou e perguntou, também em português, se éramos brasileiros. Respondi que sim e acabamos descobrindo que o cara havia morado no mesmo bairro que eu, o Jardim Flamboyant, e estudou na Escola Americana, que ficava quase na esquina da minha casa, em Campinas. Como ele tinha a mesma idade que eu, chegamos à conclusão que fomos vizinhos. Hoje ele está casado com uma finlandesa e mora nos Estados Unidos. O mundo é mesmo um ovo de codorna.

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Helsinki é uma cidade cuja beleza da arquitetura arde nos olhos. Eu não entendo nada de arquitetura, mas acho que um profissional da área se esbaldaria. Dá para notar que a influência russa é marcante. O mais bonito é descobrir que a maioria dos seus prédios e casas está preservada e alguns têm mais de 100 ou 150 anos. Na Finlândia, a modernidade convive com o clássico de maneira equilibrada.

Na semana que vem publicarei a última parte do meu diário de viagem.

40 anos de Pasquim 0

jun27

O primeiro número do Pasquim circulou em 26 de Junho de 1969. Dispensa comentários, só precisa ser lembrado.

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Whos’s dead? 0

jun26

Foi-se um dos inventores do pop. Lembrei-me de algumas paródias que valem serem vistas.

No casamento

Darth Vader

No xadrex! bizarro…

Bebendo na Finlândia 0

jun22

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No último dia 14 de junho, cheguei a Helsinki, capital da Finlândia, com a nobre missão de desbravar os bravos botequins finlandeses. Pra começo de conversa, não encontrei botequim algum. O conceito de bar, tal e qual fazemos no Brasil, não faz sentido para o povo nórdico, que demonstra grande dificuldade de conviver com pessoas estranhas no mesmo ambiente. Tudo o que encontrei foram pubs e cervejarias, alguns de boa qualidade, mas no geral muito caros e formais.

Helsinki é uma cidade muito bonita, limpa e organizada. Mas lhe falta um pouco de vida. Por volta das 22h, a venda de bebida alcoólica é restrita e o máximo que se pode encontrar é uma casa noturna, com música eletrônica, ou um porão no subúrbio, com bandas de heavy metal tocando para uma juventude precocemente embriagada.

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A loira gelada acima atendeu-me diariamente. Falo da cerveja Rasputin, holandesa para se degustar sob baixas temperaturas. Achei esta cervejaria na rua paralela ao hotel onde me hospedei. Lá podia-se beber até meia-noite, mas os preços eram bem salgados. Uma garrafa desta iguaria não saía por menos de 20 euros, o que dava cerca de 60 reais. A sorte é que eu a dividia com uns latinos que encontrei por lá. E uma garrafa dava para deixar três pessoas relativamente alegres e animadas, tal o seu teor alcoólico. Não me lembro do nome do bar, mas recomendo desde já aos ébrios leitores que se aventurarem por aquelas plagas. Basta tomar como referência o cassino do centro, próximo à estação de trem.

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Meu lugar preferido em Helsinki foi o Mercado Velho, cuja arquitetura mourisca lembra muito o Mercadão Municipal de Campinas. Lá pode-se encontrar de tudo um pouco: cervejas encorpadas, vinhos de boa pipa, vodkas puríssimas, peixes secos e frutos do mar, pães caseiros, queijos e carnes exóticas, como o carpaccio de rena e o indescritível salame de urso!

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O Mercado Velho foi o único lugar de Helsinki que me fez sentir em casa. Os petiscos e acepipes acompanharam muito bem as dezenas de cervejas que tomei para espantar o frio. Sim, porque lá se bebe cerveja na temperatura ambiente. Não é uma ideia agradável para quem vive cá nos trópicos, mas quando estamos sob o frio polar, a coisa funciona.

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Na quarta-feira tomei o rumo de Romanievi, extremo norte do país, região lapona. Motivo: participar da festa do sol da meia-noite, celebração máxima do povo finlandês, que comemora a chegada do verão como o brasileiro comemora uma final de copa do mundo. O mar báltico estava calmo e cinzento, como os olhos das mulheres finlandensas. A Lapônia é a última parada antes de chegarmos às geleiras do círculo polar ártico. A viagem foi acompanhada por milhares de gaivotas e pratos à base de peixe cru.

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A festa foi realizada numa fazenda lapona. Fiz a foto desta menina e sua rena. A rena é a base da alimentação finlandesa. É um animal dócil, de carne adocicada e sabor persistente. Comemos, na ocasião, churrasco de rena ao redor da fogueira, acompanhado de muitos drinques à base de vodka, como o tradicional bloody mary.

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Como é muito difícil fazer amizade com o povo finlandês, passei a maior parte do tempo bebendo com os hermanos Cristóban (Chile), Lorna (Porto Rico) e Rafael (El Salvador), aqui nesta foto que tiramos durante a festa. Em todo bar que entrávamos, os clientes locais pagavam a conta e iam embora. Acho que os finlandeses não estão acostumados com o barulho e as risadas que os latino-americanos fazem quando estão bebendo juntos.

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À meia-noite, e com o sol à pino (no verão finlandês nunca anoitece), uma grande fogueira é acesa no lago. As pessoas então se abraçam, cantam músicas folclóricas e bebem imundamente. Não sei porquê, mas tive a sensação de estar participando de uma grande festa junina no Pólo Norte. O mundo é mesmo cheio de semelhanças incríveis.

Voltarei a escrever sobre a viagem.

Mundo bizarro II 0

jun13

Você já ouviu sobre o futebol no Egito? Pois é, como em todo o mundo o futebol lá está em evolução.

Epitáfio para um boêmio 0

jun11

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Foto tirada na cozinha do amigo Eduardo Goldenberg, na Tijuca, Rio de Janeiro. Eis um belo epitáfio para um boêmio.

Chegou a hora do mineiro 0

O mineiro - doente há muito tempo - vai ao médico..
Após detalhado exame, o médico diz gravemente:
- Tenho más notícias. Você tem um câncer incurável.. Dou-lhe de duas a quatro semanas de vida.
O mineiro, chocado e triste, mas de índole forte, recupera-se rapidamente enfrenta a situação e sai.
Na sala de espera encontra o filho aflito, que o aguardava. E ai? Pergunta o filho assustado.
- Estou com câncer terminal e me resta muito pouco tempo de vida.
Vamos ao bar tomar uma cachaça, para aliviar.

Após algumas doses, estão um pouco mais alegres. Vêm as risadas, as gargalhadas e mais umas …
Uns amigos chegam e perguntam o motivo daquela alegria toda.
O mineiro conta a história e o motivo da comemoração, dizendo que está com Aids.
Os amigos ficam consternados e acabam acompanhando o amigo na bebedeira.
O filho disfarça e lhe fala ao ouvido:
- Pai, você me disse que estava com câncer, mas o senhor disse pra eles que está com AIDS?
O mineiro olha discretamente em volta e responde baixinho:
- Estou com câncer mesmo, filho.
É que não quero esse pessoal com “olho grande” em tua mãe depois que eu morrer.

Macacos broxas 0

jun8

Essa merda de cumbuca tá saindo do coma profundo e os caras já começam a me encher o saco pra escrever aqui.

Bom meninada aí vai então…

Esses macaquinhos ingênuos não sabem nada vida, reclamaram e me encheram pra que eu tomasse alguma providência sobre as centenas de mensagens que estão recebendo para comprar Viagra.  Respondi-lhes: -Então comprem porra!

Não acharam necessário comprar e voltaram a me amolar. Se deus tem saco não sei mas eu sou um macaco velho e de saco pequeno.  Sugeriram então que eu escrevesse algo nesta Cumbuca. Então fiz o seguinte interceptei duas mensagens desses macaquinhos e assim saber quem é o mais broxa.

viagra

Macaco Argentino:

“Júnior, não aguento mais receber e-mail de viagra! Já tentei bloquear e o caramba e continuo recebendo 357 mensagens por dia! Já tô começando a ter impõtência piscicológica! Não sei mais o que fazer, isso nunca me aconteceu antes..(mentira esta é a terceira vez) mas é de longe a mais grave! Meu próximo passo é procurar o Boston Medical Group!”

Macaco Gordo:

“…que merda… aqui foram 984 no final de semana.”

Macaco Bruno não se manifestou a respeito.

Assim temos:

Macaco Gordo: 984/2 = 492 mensagens por dia.

Macaco Argentino: 357 mensagens por dia.

Então observo que o Gordo é levemente mais broxa que o Argentino que fuma muito e pelo grau de preocupação de cada um dos três macaquinhos o que está mais nervoso é justamente o Argentino que confessa já ter falhado.

Conclusão: Não sei se tem mais broxa aqui ou na Argentina mas eles estão muito mais preocupados.

…e não me encham mais o saco e me deixem descansar da vida.

duvidaMaguila Moreira

Poesia pura 0

jun3

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Conheci, recentemente, a excelente cachaça Poesia, produzida no extremo sul de Minas Gerais. Sou um apreciador bissexto da bebida, ou seja, cachaça só em dias especiais - e olhe lá! Mas, nas férias que se aproximam, com a permissão de Elegbara (Laroiê!), degustarei umas boas doses da branquinha (só bebo da branca, não gosto da amarela).
Para além do capricho no paladar, a embalagem especial da cachaça Poesia é um show à parte: vem no formato de livro antigo, podendo mesmo ser guardada na estante de qualquer biblioteca. Aliás, essa é uma bela dica para aqueles que querem beber escondido da mulher e guardar a prova do crime em lugar seguro.
O site da Poesia, pra quem se interessar, é este (clique).

Presente do Dalcio 0

mai29

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Recebi, hoje de manhã, este presentão do Dalcio Machado, o melhor cartunista do Brasil na minha opinião.

Cumbuca mantido com WordPress

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